ENSAIO MASCULINO - Não é tão simples quanto eu imaginei
- Mayara Santos

- 3 de mar. de 2021
- 2 min de leitura
Oi, povo bonito!
Fiz um ensaio masculino - há um tempão atrás. Eu tava enrolando para fazer esse texto, mas agora vai! - E não foi tão simples quanto eu imaginei.
Tudo o que eu sabia sobre ensaios fotográficos entrou em uma escala de cinza tão grande que eu tive que ser muito criativa para entregar o trabalho.
Até então, eu só tinha feito ensaios femininos ou de casal. E todos eles tinham o foco na mulher, com o objetivo de destacar a sensualidade e a beleza feminina.
Com o pedido do ensaio masculino, o objetivo não era tão diferente assim dos outros.
"Estou me sentindo bem comigo mesmo e queria retratar essa fase em um ensaio" - o modelo me disse.
Veja que a questão da autoestima também é importante aqui. Ressaltar um momento feliz e importante na vida da pessoa foi o pedido do briefing.
Mas como fazer isso em um ensaio masculino? Como dirigir esse ensaio do zero sem deixar tudo muito quadrado ou sensual demais?
É o que eu vou te contar agora.
A primeira coisa que eu fiz foi perguntar para o cliente qual o estilo que ele gostaria que tivesse as fotos.
Eu já falei para vocês em outros textos que o estilo deve combinar com a personalidade da pessoa. Porque se não, lá na frente, esse ensaio vai passar a ser um monte de foto e não fará sentido nenhum.
E assim foi feito. Sendo um cara mais da cidade, foi escolhido um cenário mais urbano. Que para nossa sorte, tem muito aqui em Brasília.
Um dos lugares escolhidos para fotografar foi a W3 Sul, na quadra do Espaço Cultural Renato Russo. Lá tem painéis belíssimos de grafite que dariam para foto o ar urbano desejado - e cor, muita cor!

A programação passou também pela Praça dos Cristais - já falei dela aqui para você - e pela Torre de TV no final da tarde - com pôr-do-sol MARAVILHOSO!
Todos os ambiente foram escolhidos pensando na atmosfera urbana. Mesmo a Praça dos Cristais, que é um parque com muito verde foi selecionado pensado nisso. Pois a arquitetura do lugar nos permite adaptar a fotografia para tema escolhido.
E a partir daqui começa o maior desafio: dirigir o modelo.
Aqui eu usei a técnica do movimento. Falei para ele pra fazer um movimento determinado e fui tirando fotos enquanto ele se mexia. Lembrando que para fazer isso, a velocidade do obturador estava bem alta, se não todas as fotos ficariam borradas.

Pedi para caminhar, para olhar para um lado e para o outro. O que me importava não era a pose final, e sim o processo até a pose.
Dessa forma consegui que as fotos não ficassem quadradas - no sentido de duras e sem movimento - e as fotos ficaram mais espontâneas.
Gostei demais do resultado!
Ah! Uma coisa importante sobre as roupas do ensaio. Nesse eu tive problemas com excesso de opção.
Tinha - literalmente - uma montanha de roupas para escolher. O que acabou tomando muito tempo durante o ensaio. Mas tudo é aprendizado!
A próxima vez pedirei ao modelo que se limite de 3 a 5 mudas de roupas, que foi o que realmente usamos em toda a produção.



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