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ACOTAR 2 e 3: eu tenho muitas palavras para descrever

  • Foto do escritor: Mayara Santos
    Mayara Santos
  • 7 de fev.
  • 5 min de leitura

Atualizado: 9 de fev.

Eu não vou enganar você. Esta resenha vai ser um grande desabafo, falando sobre tudo o que eu gostei e, principalmente, das coisas que achei absurdas nos livros de ACOTAR. E isso significa que, se você não leu os livros 1, 2 e 3 da saga, vai pegar muito spoiler se continuar por aqui.


É por sua conta e risco. Você foi avisado!


Mas, se quer ter a chance de decidir por si mesmo antes de ler as minhas reclamações (SIM, RECLAMAÇÕES), veja onde você pode acessar os livros:


Tabela comparativa com fundo lilás e roxo listando a disponibilidade dos três primeiros livros da saga "Corte de Espinhos e Rosas" em diferentes formatos na Amazon. A tabela mostra que:  Corte de Espinhos e Rosas (Livro 1): Disponível em Kindle Unlimited, Audible, Versão Digital e Versão Física.  Corte de Névoa e Fúria (Livro 2): Disponível em Kindle Unlimited, Audible, Versão Digital e Versão Física.  Corte de Asas e Ruína (Livro 3): Disponível em Audible, Versão Digital e Versão Física, mas aparece marcado com um "X" vermelho indicando que não está disponível no Kindle Unlimited.




Assinantes da Amazon Prime podem testar o Audible por 3 meses de graça, e os três livros estão disponíveis na assinatura. É só aproveitar!

A minha resenha de Corte de Espinhos e Rosas, em que falo sobre como achei absurdo a nossa querida Feyre (sendo humana) ir sozinha e sem um plano tentar salvar o Tamlin (cuzão) de um ser mágico poderoso e cruel, você pode conferir aqui:


"Fotografia aérea de dois livros da série ACOTAR da autora Sarah J. Maas, posicionados diagonalmente sobre uma mesa de madeira rústica. O livro superior tem capa verde-água com o título 'Corte de Névoa e Fúria' em letras douradas e a ilustração de uma ave de rapina preta. O livro inferior tem capa rosa vibrante com o título 'Corte de Asas e Ruína' em dourado e a ilustração de uma adaga cercada por fumaça negra.

Vamos ao que interessa:


No final de Corte de Espinhos e Rosas, depois de todo o pesadelo Sob a Montanha, temos uma interação entre a Feyre e o Rhys em que já começamos a ter indícios de que talvez ele seja um cara decente. Eu confesso que ainda demorei MUITO tempo para deixar de achar que ele era um grande tóxico. Porque, mesmo querendo ajudar a Feyre, ele a forçou a aceitar o acordo para curar o seu braço quebrado torcendo o braço que já estava lascado.


"Ah, mas ele precisava manter o disfarce e ainda ajudá-la". Tudo bem, mas eu lembro de uma cena em que ele foi vulnerável. Contou várias verdades para a Feyre na cela (ela até questiona por que ele está contando aquelas coisas e ele diz que é porque ela é a única ali que pode ouvir, já que basicamente não representava risco para ele). Posso estar sendo muito ingênua, mas, sabendo tudo o que sei agora, talvez ele pudesse ter sido mais sincero com ela desde o início, mesmo mantendo a pose de "malvadão". Decisões complexas. Mas, ainda assim, acho que dava para ele ter sido sincero e menos tóxico. Enfim, o foco são os livros 2 e 3. Vamos lá!


Livro 2 vs. Livro 3


Quero começar dizendo que gostei mais do livro 2 do que do livro 3. Acredito que seja porque ele apresenta vários personagens novos que passamos a amar, além de ter todo o lance de enemies to lovers que a gente adora acompanhar. Mostra a vulnerabilidade dos personagens que, mesmo imortais, ainda têm muita coisa a perder e podem fazer de tudo para proteger aqueles que amam.


Tem uma cronologia bacana e as coisas parecem acontecer com mais calma. Mesmo os plots têm começo, meio e fim bem definidos.


Fiquei muito triste que o Lucien, depois de toda a ajuda que deu para a Feyre (acredito que eles realmente se tornaram bons amigos), virou um completo pau-mandado do Tamlin, justificando tudo com o "ele é meu Grão-Senhor". Tá, garotão, mas você só está tomando decisão merda!

Já não gostei daquela sacerdotisa (Ianthe) desde o segundo livro, e acho que a Feyre devia ter cortado a cabeça dela quando teve a chance.


Já no terceiro livro, acho que a autora pesou a mão em tirar soluções mirabolantes para salvar os personagens de perigos de morte certa (o famoso efeito Deus ex machina). Usou esse recurso tantas vezes que você para de acreditar que os personagens estão correndo um perigo real; tira a credibilidade.


O Tamlin foi um dos personagens que não teve uma construção boa no terceiro livro. Foi feito para a gente odiar, mas salvou a Feyre de algumas enrascadas. No final, escolhe salvar a vida do Rhysand junto com os outros Senhores (não tinha necessidade desse Caldeirão se partir, Sarah, já estava arrastado demais esse final). Ora a gente queria arrancar a cabeça dele, ora ele se redimia. Parece que o próprio personagem não sabia de que lado estava. Sim, no final tudo se justifica, mas são essas ações que deixam o texto cansativo e tornam a atitude de qualquer personagem perdoável.


Mas não estou dizendo que o livro é ruim. Realmente amei que quem trouxe a frota de navios da rainha humana foi o pai da Feyre. E o susto de achar que a Amren ia traí-la no Caldeirão... aquilo ali foi muito bom ("O Rei está morto e você é a próxima" – Feyre braba!). Tem momentos muito bons e inteligentes que puxam referências citadas anteriormente, o que torna a experiência mais rica; mas, em outros momentos, a autora pesa a mão ao tentar deixar tudo "maior e maior", o que me cansou e me deixou de saco cheio.


Olha, se a Feyre não sabia que consertar o Caldeirão pegando todo o sopro de magia do Rhys iria matá-lo, ela é um pouco burrinha. Acho que a autora começa a questionar a inteligência do próprio leitor quando a protagonista olha para o seu amado e fica surpresa ao encontrá-lo morto. Uma amiga minha disse que eu estava racionalizando demais, mas até livro de fantasia precisa de regras, minha gente!


Se eu pudesse dar uma nota: seria 10/10 para o livro 2 e um 6/10 para o livro 3.


O ponto mais absurdo: NESTA


Antes de acabar o texto, podemos falar da coisa mais absurda desse livro? Como alguém tão legal quanto o Cassian vai acabar se envolvendo com a insuportável da Nesta?


Vamos aos fatos: Nesta culpa a Feyre por tudo o que aconteceu com elas. Mas, na real, ela é a verdadeira culpada. A Feyre é a irmã mais nova das três e se viu forçada a aprender a sustentar a família porque o pai e a irmã mais velha não se dignaram a arrumar um jeito de cuidar de todos. Se a Nesta tivesse cuidado da Feyre da mesma forma que cuida da Elain, não teria deixado a Feyre ir caçar. Logo, ela não teria matado um feérico, não teria ido para a Corte do Tamlin e não teria desencadeado todos os eventos seguintes, incluindo a traição do próprio Tamlin, que resultou na transformação da Nesta e da Elain em feéricas (o que a Nesta culpa a Feyre com fervor).


Não me desce que nosso lindo e maravilhoso Cassian esteja destinado a dividir a vida com essa insuportável, que me fez querer queimar o livro algumas vezes. Ô personagem desagradável de graça! Credo.


Ainda estou me preparando psicologicamente para continuar a saga porque sei que um dos próximos livros tem o POV dela. Sinceramente, o que poderia justificar esse tipo de comportamento com a própria irmã? Não consigo imaginar nada que seja minimamente perdoável.


De coração, espero que ela MELHORE (melhore pelo amor de Deus, personagem chata! Parece que gosta de ser insuportável) e que eu queime a minha língua nos próximos livros.

Quer mais dicas de livros para ler? Acesse a minha lista: https://www.amazon.com.br/hz/wishlist/ls/14TMVPFMBX0FP?ref_=wl_share

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